28 de jun de 2007

QUERER&AMOR


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Querer é
imprescindível,
improvável.
Talvez
fragmento
permissivo,
fascínio
reticente...

amor
é templo
não gaiola
à revelia
natureza itinerante
do sentimento
melodia

Ana Wagner

INSÔNIA



INSÔNIA

Sonho-te acordada
na madrugada insone
mãos em delicado
girassol
seara de trigo teu corpo
incendiado
semeio carícias
pele estremece
florescem desejos
na alvura da pele
um apelo, arrepio
flores de inverno
sedução
sementes
de paixão
Cio
--
Ana Wagner

25 de jun de 2007

CORAGEM


Coragem

Me conta teus medos
mais brandos
Não te escondas
atrás das nuvens
Tua luz está brilhando
Lua cheia, mil estrelas
Deixa brilhar tua grandeza
Onde o arco-íris te espera..
Sai dessa triste quimera
Assume o mundo e suas batalhas
Verás que a felicidade te espera

Ana Wagner

24 de jun de 2007

VAMOS?



VAMOS?

Branca...branca...
acre expectativa
ELA vem chegando, sinto
natural e fria
sem pedir licença
devorando a vida
sonhos irreais
e o barco ainda nem deixou
o cais
olho sem mais temor, sem dor,
aceito, sei do amanhã
infinito jardim em meu peito
sei da alma o júbilo
e do amor o eterno instante
brilho do olhar, anunciação
pré- visão que me abrevia
sei de você, seu amor- temor
não vou chorar...vamos brincar?
me dá a mão..vamos correr
vamos amar...
dia virá - a lua azul
mil querubins
estrela Dalva vai brilhar....

Ana Wagner



-

15 de jun de 2007

MANHÃ







Manhã

Raios de sol brincando no travesseiro...

Desperto sorrindo
Tenho fome de vida...

...O próprio dia espera o alvorecer para ser autêntico,
ser mais verdadeiro...


Sorvo intensamente cada dia...
Antes que se torne efêmero...

...É o dia a degustar o tempo até a ultima centelha divina,
ser noite, neblina...


Entardeço vida vinda de ti...
Sublime ato fez-se compasso...

...Espera-se do dia ser uno em dois a descobrir-se ser,
aurora celestial, flor...


Anoiteço moreno profano...
Alva pele alua-se menina...

Raios de luar dançando no travesseiro...

Descanso tranqüilo
Somos sonho em vida...

Noite

(Ana Wagner & Flacast 04.06.07)

12 de jun de 2007

LAREIRA



LAREIRA

Chamas rubras beijam as pedras nuas

Aquecendo raras e cruas sensações

Olhos perdidos sorvo cenas não vividas

Desejos, lembranças, vívidas emoções

Tapete branco...vinho tinto... violino

Aconchego de teus braços que me enlaçam

Lasso inverno no mais puro enlevo

Fugidio espanto esse tanto querer

Uma escolha extravagante, excitante

A mais obscena luxúria, o mais terno amor

Pedaço escandaloso de liberdade

Lanço os olhos aos olhos do amado

Na confluência do desejo ostensivo

Com a alma rente aos pés eu te procuro

Fruto não colhido desejoso

Dança minha língua em tua boca

No instinto ávido de teu corpo

Inteiramente por mim cavalgado

Amo-te do mais absoluto amor

Eu que nunca soube assim ser amada.


Ana Wagner


(11-06-2007)


1 de jun de 2007

TEMO POR MINHA VIDA COMO POETA...


TEMO POR MINHA VIDA COMO POETA...

Temo por minha vida como poeta...
Não encontrar mais palavras
Gasta-las de tanto escrever
Perder-me em seus sentidos

Palavras...
Quem precisa de palavras...

Será que encontrarei
Outras menos gastas?
Daquelas de significado
Diferente será que acho?

Palavras... Quem precisa de palavras...

Desespera-me a possibilidade de não poetar-te
Pensar-te sem rima e prosa... Pensar-te silenciosa
Revirarei infinitos benditos espaços no tempo

Palavras...
Quem precisa de palavras...
Se o nosso alimento supera alma...
Vem...
Vamos viver apenas sentimentos

Olhe... Invente...
Aumente... Demente

Toque namoro amplo desvirado dado
Vem... Vamos de sentimentos
Se o nosso alimento é o amor... Vem

...Palavras... Quem precisa de palavras...

(Ana Wagner & Flacast 31.05.07)