25 de ago de 2007

MÁSCARA


Máscara

Solto a máscara,
abro a janela da noite;
desejos, sonhos
fugiram;
cúmplice, a lua,
encabulada
aos olhos das estrelas
não trairá meus segredos!
Fecho os olhos para o sol,
recolho risos e devaneios;
quando voltarem meus anseios
usarei o véu do dia,
vestirei a face da morte!

(Ana Wagner)

4 comentários:

Poeta da Lua disse...

venho às vezes em silêncio,
pois tantas que me faltam palavras... sempre palavras,
palavras para o meu sentir...
um abraço e um sorriso!

Sir Lurch disse...

Hum, ainda estou pensando sobre este poema... Muito impactante! Bjos!

Sir Lurch disse...

Tem haver sim, eu acho! Eu penso que, por mais que doa e que seja difícil, é melhor passar pelo ciclo do que deixar a engrenagem parar, pois parar significa o fim. A morte é exatamente isso: quando o ciclo para. Que o dia nos traga a esperança e os bons ventos nos impulsione rumo aos nossos objetivos!

zeca repentista disse...

ana wagner... máscara negra / ana wagner...dama da morte/ de dia, foi de supresa../ de noite, faltou a sorte../
Enviado por zeca repentista