12 de ago de 2007

LONGA JORNADA


Longa Jornada

Frias tardes enevoadas
uma existência contida
botão de rosa desfolhada
chegada ao ponto de partida
relógio quebrado
estilhaçando as horas
o sol, negra melancolia
esquálido pássaro rastejante
fragmentos de sonhos fugidios
voando nuvens púrpura brilhantes.
Como crer que o todo é nada,
se o tempo da vida é um instante
e é longa, longa a jornada?

Ana Wagner

2 comentários:

Poeta da Lua disse...

tudo é tudo...
nada é nada...
nada pode ser tudo...
tudo poder ser nada...

...depende de quem e como se vê...

tudo é avesso de nada!

deixo-te um sorriso, mas um pouco triste...

evelyne disse...

Lindo poema, Ana! Assim, seguimos na longa jornada. Beijos e ótima semana.
Enviado por Evelyne Furtado